quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

MORTO, MATADO E MORRIDO

Sempre tive uma pequena dúvida gramatical na aplicação dos verbos no particípio passado que resolvia, inconscientemente acho, dizendo-os das duas maneiras (forma regular e irregular). Tipo "Sou um pervertido... perverso". Naaaaa, brincadeira, era mais "A folha foi imprimida.... impressa!"
"Particípios passados duplos
Em geral, um é regular, formado sobre o verbo em português e o outro é irregular, ou melhor, formou-se directamente do latim ou é uma forma contraída do primeiro — prendido, preso; expulsado, expulso. Também por regra se considera que a forma regular se utiliza com os auxiliares ter e haver e a irregular com ser e estar, bem como com ficar, andar, ir, vir — aceitado, aceite. Nada disto, porém, será muito taxativo, porque as excepções são mais que muitas. Acresce que grande parte dos ditos irregulares são antes adjectivos, pois nem se utilizam na passiva, com o aux. ser, mas apenas nas frases com estar, ficar, etc. — absorvido, absorto; convencido, convicto —, ou nem isso e são meros adjectivos formados de facto de um remoto particípio do verbo — abstracto, nato, surto."

Assim, fica:
"A ficha foi [ser] impressa a cores" mas "eu tenho [ter ou haver] imprimido a preto e branco".
"O gajo foi morto" e "nós temos matado o tempo".

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